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25/01/2019
CE deve quase triplicar venda internacional de pás eólicas pelo Pecém
Puxado pela expansão do potencial de geração eólica nos Estados Unidos, o Ceará deverá triplicar as exportação de pás eólicas neste ano. Em 2018, o Estado enviou pelo Porto do Pecém cerca de 700 pás e, para este ano, a expectativa é de que esse número chegue a 2 mil.

Na última quarta-feira (23), foi realizado o primeiro embarque de pás neste ano, com o envio de 63 unidades para o mercado norte-americano pelo Pecém, quantidade suficiente para equipar 21 torres de geração. "A gente espera, pelo menos, triplicar a movimentação de pá eólica realizada em 2018", diz Raul Neres Viana, coordenador comercial do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). "Ao longo de 2018 e, para este ano, grande parte desse volume vai para os Estados Unidos, onde o Governo está concedendo um benefício fiscal para as empresas ampliarem a capacidade instalada dos parques existentes. E, então, estão trocando pás antigas por novas".

Embora o Pecém também envie pás para outros estados brasileiros e receba o produto de outros países, Viana diz que quase todo o volume movimentado é referente às exportações. No ano passado, as exportações de produtos eólicos em contêineres (o que exclui pás eólicas) somaram 52,5 mil toneladas, uma alta de 42% em relação a 2017. Por outro lado, o porto recebeu 524,3 mil toneladas, alta de 12% ante o ano anterior. "As empresas do segmento estão muito animadas para este ano", disse Viana, durante palestra sobre o setor logístico, realizada na manhã de ontem (24) na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Movimentação de cargas

Após movimentar 17,2 milhões de toneladas no ano passado, alta de 9% ante 2017, a expectativa é de que o terminal portuário do Pecém feche este ano com uma movimentação acima de 19 milhões de toneladas. "Esperamos um crescimento principalmente na área de contêineres, com o porto operando como um hub de cargas, e também no segmento de carga geral, onde entra o segmento de pás eólicas", diz Viana. A meta, ele diz, é que nos próximos 20 anos, o terminal esteja movimentando cerca de 50 milhões de toneladas.

O Porto também deve incrementar a movimentação de granito, já que empresas que antes transportavam rochas brutas do Ceará para o Espírito Santo para, de lá, exportá-las, agora estão fazendo a operação no Pecém. "A gente voltou a movimentar blocos de granito durante o ano passado. Tivemos vários navios embarcando esses produtos diretamente para a Itália".

Em 2018, a movimentação nos desembarques cresceu 8%, ficando em 12,7 milhões de toneladas.

Fonte: Diário do Nordeste

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