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10/04/2019
Brasil já sente retração da demanda de soja

Informações preocupantes apontam para uma retração da demanda pela soja brasileira, revela a T&F Consultoria Agroeconômica. A ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) aponta redução de 3,0 milhões de toneladas na sua estimativa de exportação na temporada 2018/19, que cairia de 70 milhões de toneladas para 67 MT.

“Aliado a isso, há comentários de diversas consultorias de que a produção brasileira voltaria a aumentar cerca de 1,44 MT. Isto faria os estoques finais saltarem dos atuais 603 mil tons (com indicações de alta dos preços) para algo ao redor de 6,0 milhões de toneladas, quase dois meses de esmagamento das indústrias brasileiras, jogando os preços lá para baixo”, comenta o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F.

Em segundo lugar, conta, ele, “passamos a semana fazendo um Tour pelas Tradings e Indústrias esmagadoras de soja do RS e fomos informados do desespero que está sendo conseguir cotas para armazenagem no porto de Rio Grande. Nossos interlocutores afirmaram com todas as letras que as causas desta atitude são duas: de um lado, grande elevação da produção no estado, que aumentou 1,7MT ou 9% nesta safra, sem o consequente aumento da armazenagem; de outro, a redução do ritmo dos embarques, que realmente são menores do que nos anos anteriores”.

De fato, o Índice T&F/Alphamar de acompanhamento semanal dos embarques de soja, farelo, óleo e milho nos portos brasileiros registra que o volume da oleaginosa recuou cerca de 300 mil toneladas, ou 4,74% entre a semana passada e esta semana, passando de 7,45 MT há apenas um mês para 6,97 MT na semana passada e para 6,68 MT nesta semana, em plena janela de exportação do Brasil. 

“Acompanhar os embarques semanais da soja brasileira será uma obrigação dos analistas. Uma das informações dizia que esta redução da demanda também tem dois motivos: a) o abate de mais de 1,0 milhão de cabeças de suínos na China, que reduz a demanda de farelo e b) os estoques de mais de 1,3 bilhão (sim, bilhão) de toneladas que o governo chinês dispõe, reduzindo a necessidade de compras”, conclui Pacheco.

Fonte: Agrolink

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