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10/08/2020
Dragagem pode reduzir em 40% o custo do canal do porto

Na quinta-feira passada (6), o webinar “Dragagem Portuária: Um Modelo de Negócio Inovador“, dentro do projeto Webinar Semanal do Portogente (WSP), colocou luz em questão essencial na formação dos custos portuários. Participaram seis engenheiros qualificados e longa experiência em dragagem, em especial na portuária. Um debate imprescindível como inteligência ao projeto de reforma dos portos.

Como era de se esperar, foi muito questionada a forma como são dragados os portos brasileiros. O anacronismo do modelo de contrato utilizado, o critério de medição de volumes dragados e o prazo contratual por campanha, desfavorecem a produtividade e desestimulam o investimento de médio e longo prazos, em uma atividade de super intensidade de capital. Propugnado há muitos anos, é urgente implantar o contrato com prazo de 20 ou 25 anos integrado ao Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do porto.

Considerações técnicas, a respeito do solo dragado, demonstraram que a sobredragagem [dragar mais profundo] tem maior produtividade; espaça os períodos de utilização do equipamento e reduz significativamente os custos desses serviços para manter as profundidades de projeto. O planejamento é de uma economia da ordem de 40% no custo da Tabela I. Além disso, o contrato de longo prazo, que evita as onerosas judicializações, deve abranger o planejamento da dragagem, considerando parâmetros do solo dragado e índices de assoreamento

A abrangência minuciosa com que foi abordada a dragagem, incluiu a vulnerabilidade estratégica do Brasil, por ter total dependência de draga estrangeira para garantir acesso competitivo e seguro ao comércio marítimo aos seus portos. Como solução, foi sugerida a compra de equipamentos por empresas brasileiras privadas, com financiamento estatal. Uma forma moderna e avançada na parceria e relacionamento entre público e privado, sob contratos bem regulados, elaborados e fiscalizados, focados no progresso.

Exemplo de produtividade na dragagem, o modelo do Porto de Itajaí (SC) convém ser analisado e até adotado. No qual foram estabelecidos dois níveis de controle das profundidades do seu canal de acesso marítimo: da navegação e, mais profundo, da dragagem. Esta visão empreendedora, em um porto municipalizado, explica o crescimento da sua movimentação em 380% em três anos.

Fonte: Portogente

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