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07/02/2019
Ministro vai tratar o caos do Porto de Santos
A entrevista do ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas à deputada federal paulista Rosana Valle (PSB/SP) desanuvia tantas especulações sobre o comando do Porto de Santos, o mais importante do Hemisfério Sul. O recado é que “este porto para nós é uma prioridade e será dada uma atenção especial a ele, a partir de agora”. Ao mesmo tempo, confirma Casemiro Tércio para presidente, que vai assumir dentro de no máximo duas semanas.

Nos seus 127 anos completados neste dia 2 de fevereiro, o Porto de Santos atravessou a pior fase da sua história sob o comando da última diretoria, que foi desmantelada com a prisão de alguns diretores e o superintende jurídico pela Polícia Federal. Tomado pela corrupção e com cargos de chefia ocupados por indicações políticas sem critérios técnicos nem de qualidade, há muito inexiste o papel da Autoridade Portuária de Santos. Neste vácuo, o ex-presidente do Conselho de Administração (Consad), sem perfil para ocupar cargos técnicos, hoje faz a vez de três diretores. Ele próprio precisa responder por quê à frente do Conselho autorizou o pagamento de um forte e rumoroso indício de superfaturamento na dragagem, sem abrir inquérito para apurar os fatos.

Conforme Portogente revelou, Casemiro Tércio já vem realizando reuniões de trabalho, com consentimento do ministro, porém sem ainda ter sido empossado. Uma situação imprópria. Entretanto, é preciso, sem mais perda de tempo, planejar uma estratégia para um porto da dimensão do de Santos e que está totalmente sem rumo. Impossível falar em colocar a economia do País nos trilhos sem portos organizados de fato e produtivos. No caso santista, começa por concluir a avenida portuária de aproximadamente 10Km, para segregar os tráfegos de veículos urbanos e portuários, e que há mais de 30 anos vem sendo construída com baixa qualidade e ainda se encontra inconclusa. Acessibilidade ao porto é indicador de produtividade.

Nas recentes declarações do ministro sobre o Porto de Santos, há duas questões postas, porém incertas: que as conversas que já acontecem só ocorrerão quando Tércio assumir e não haverá indicações políticas. Outra, que a privatização do porto só se realiza após a concessão do Porto de Vitória (ES). É público que o deputado federal Junior Bozzella (PSL-SP), junto com o senador Major Olímpio (PSL-SP) articulam, com outras lideranças políticas regionais, a descentralização e não privatização da gestão do Porto de Santos. Todavia, há mais de 20 anos que o tema regionalização do complexo portuário santista faz parte das rodas de conversas do setor e teve seu momento mais próximo do pleito no segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (1999-2003).

A atual conjuntura do Porto de Santos é de terra arrasada. Alinhar a gestão do mais importante porto do Hemisfério Sul é uma tarefa que exige competência profissional, bem como apurado talento gestor. É preciso promover uma participação produtiva da sua comunidade portuária, tendo como meta o contexto internacional do negócio portuário marítimo. Isso se traduz por decisões estratégicas e operacionais. Ansiosa para sair do caos, nessa comunidade predomina um clima de otimismo.

Fonte: portogente

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