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09/01/2020
Global carrier muda os portos do mundo

Se considerarmos todos os pares de países que praticam comércio em todo o mundo, descobrimos que, na maioria dos casos, existe uma relação bilateral: a maioria dos países que exporta mercadorias para um país também importa produtos do mesmo país.

O processo de desenvolvimento do comércio marítimo, no último século, pela integração das economias nacionais em um sistema global e impulsionado por mudanças de paradigma tecnológico, modela uma nova forma de transporte marítimo, o Global Carrier. Compreender esse acontecimento transformador é necessário. É preciso, ainda, desenvolver o conhecimento e o controle da comercialização e distribuição internacionais.

Conceitos avançados da hidrodinâmica aplicados à construção de navios de maiores capacidade de carga, estabilidade e flutuação, irão reduzir o número de armadores e de terminais portuários. Logo, navio robô terá tripulação diminuta. Acesso à informação pela internet e algoritmos de relevância para processar e analisar demandas ameaçam o mercado dos Freight Forwarders e dos NVOCC: os primeiros, fazem acontecer os processos da cadeia logística; os segundos, as empresas consolidadoras de carga.

Hoje, cerca de um quarto da produção global total é exportada. As cadeias de produção desses bens estão se tornando cada vez mais complexas e globais. E incluem as exportações globais provenientes de insumos estrangeiros. Dados e transações desses fluxos estão sendo controlados, com máxima segurança, pela tecnologia blockchain. Por meio dela, a Maersk e a IBM já conectam mais de 50 terminais de contêineres pelo mundo.

Até mesmo a área comercial física vai ser substituída pela digital, da internet 4.0 e internet das coisas (IoT). Mudanças na propulsão dos navios irão acontecer para compensar a alta do frete provocada pela redução do teor de enxofre no combustível de 3,5% para 0,5%. Nos últimos cinquenta anos, a tendência do crescimento vertiginoso do comercio bilateral tem sido exigente de competitividade.

Nesse cenário concorrencial, as empresas que não adotam novas tecnologias nem reduzem custos têm maior probabilidade de serem substituídas. Terão mais chances de participar desse modelo de comércio as empresas que priorizam o aprendizado e a inovação.

Objetivando contribuir para o entendimento desse processo, no próximo dia 2 de março, Portogente abre o WebSummit Navegação Marítima, um debate aberto e amplo sobre a conjuntura do tema.

Fonte: Portogente

 

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