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02/01/2020
Sensatez do presidente Bolsonaro com os portos

Um fato relevante nas previsões da sociedade brasileira para 2020 é a importância política das eleições municipais. O resultado das urnas apontarão uma nova formação da base política municipal - onde as pessoas moram e trabalham - e isso certamente irá influenciar na eleição dos próximos deputados, senadores, governadores e presidente. Portanto, irá provocar empenho do poder central para controlar o destino das administrações municipais, principalmente por envolver a reorganização dos partidos de centro-esquerda e de esquerda. Neste cenário, é provável que temas polêmicos e conflituosos sejam evitados e que as curvas de popularidade do Governo Federal sejam exploradas com objetividade.

A avaliação do desempenho do Planalto sob a ótica da população pode ser considerada um plebiscito diário. Trabalho, distribuição de renda e igualdade social são fatores determinantes e serão temas predominantes nos próximos debates políticos. Provocada pelo presidente Jair Bolsonaro, a sucessão presidencial está posta e com alguns adversários de peso declarados. O fato da formação do partido do presidente, Aliança pelo Brasil, ainda não estar concluída não deverá promover dificuldade. Diferente dos projetos a serem pautados.

A possibilidade de uma nova ordem nas médias e grandes cidades provoca um grande número de ameaças ao Planalto. Some-se a isso os desafios diante das novas tecnologias, como é o caso do blockchain, dando maior agilidade e promovendo exclusão dos players não atuantes da logística do comércio marítimo internacional. São múltiplosos  interesses em jogo que precisarão ser tratados para garantir transições suaves. Na reforma da previdência, o Congresso conduziu o processo. Pelo visto, assim será nas reformas de grandes questões, como a da gestão do portos, com necessidade de negociações com produtores, transportadores, operadores, sindicatos e representantes setoriais.

Este é o propósito do WebSummit Nova Abertura dos Portos, organizado pelo Portogente, onde acontece um debate robusto e denso sobre a reforma dos portos. O governo, de acordo com a estratégia do ministro da Economia Paulo Guedes, entende os fins a partir dos meios e adota o discurso de "privatizar tudo" como fórmula geral para melhorar o Brasil. Os portos, porém, já têm suas operações privatizadas. Portanto, ao atestar como melhor solução o modelo Landlord e, ao mesmo tempo, alegar falta de competência para implantação desse modelo consagrado mundialmente, a secretaria nacional de Portos e Transportes Aquaviários causa insegurança ao setor. Será que o Brasil tem mais tempo a perder, como foi a aprovação da Lei 12.815/ 13 comandada pelo ex-deputado Eduardo Cunha?

A comunidade mundial coopera para "manter a paz". Diante dos diversos e complexos conflitos nas nações da América do Sul, percebe-se uma oportunidade de o Brasil fortalecer o seu papel de liderança regional por meio de articulação política e estratégias oportunas para a diplomacia brasileira. Na travessia de 2020, o governo Jair Bolsonaro vai ser colocado à prova, pela sensatez com que administrou a realidade inevitável.

Fonte: Portogente

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