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05/12/2019
Maia Júnior quer Hub processador e exportador de carne na ZPE do Pecém

Por que não instalar no Complexo Industrial e Portuário do Pecém um Hub processador e exportador de carne, principalmente para a China?

Esta pergunta foi feita nesta quarta-feira, 4, pelo engenheiro Maia Júnior, titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedet) na sessão de abertura do 2º Seminário Agrosetores Ceará 2019.

O evento, que reúne representantes de organismos públicos, empresários e líderes das várias Câmaras Setoriais do Agronegócio, está sendo realizado no Centro Cultural da Cegás e é promovido pela Secretaria Executiva de Agronegócio da Sedet.

Maia Júnior sugeriu ao presidente da Federação da Agricultura do Ceará (Faec), Flávio Sabóya, que reúna, o mais rápido que puder, os grandes pecuaristas cearenses para a criação de uma Cooperativa cujo objetivo deve ser a implantação, na ZPE do Pecém, de um grande frigorífico para o beneficiamento e a exportação de carne bovina para o omercado chinês.

De acordo com Maia Júnior, a ideia é trazer para o Pecém o boi em pé desde os estados do Pará e Tocantins - grandes produtores - para abatê-lo, agregando valor, no frigorífico da Cooperativa na ZPE.

“Nossa ideia é instalar no Pecém um Hub frigorífico exportador. Para isso, precisamos que a Faec lidere, primeiro, o esforço de criação da Cooperativa e, ao mesmo tempo, o de elaboração do projeto industrial do frigorífico que agregará valor à  carne a ser processada na ZPE do Ceará”, disse Maia Júnior a este colunista.

O secretário Maia Júnior não tem dúvida de que o mercado chinês de carne bovina vai causar “um estrago” no mercado brasileiro.

“Talvez, em curto prazo, deixemos de comer carne de boi no Brasil, porque seu preço, que já subiu muito, subirá mais ainda diante do apetite da China pela carne brasileira”, disse ele.

Para o secretrário, “é hora de os líderes da agropecuária cearense unirem-se por um grande projeto, que é esse do Hub frigorífico exportador na ZPE do Pecém”.

O boi em pé do Pará e de Tocantins chegará aqui pelo Porto do Pecém, ao lado do qual estará o frigorífico.

Processada, em cortes especiais, a carne será embalada e embarcada em contêineres frigoríficos pelo mesmo Porto do Pecém, de onde o navio partirá para a China via Canal do Panamá, numa viagem de 30 dias.

A sugestão do secretário Maia Júnior mexeu com o presidente da Faec, que a levará para análise dos seus colegas empresários da agropecuária.

O secretário não fez nenhuma alusão ao valor do investimento a ser feito para a viabilização de sua ideia.

Fonte: Diário do Nordeste

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