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06/11/2019
Setor de rochas estima exportar US$ 200 mi, por ano, até 2024

Em destaque nas últimas semanas com as negociações para levar empresas à Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE Ceará), o setor de rochas ornamentais no Estado espera ter mais novidades positivas em um futuro não tão distante. Investindo mais de R$ 300 milhões em pesquisa nos próximos 24 meses, os empresários estimam registrar um crescimento de cerca de 991% nas exportações em um período de quatro anos.

Se a previsão estiver correta, o setor passaria a acumular mais de US$ 200 milhões por ano com vendas para o exterior. Em 2018, último ano com dados consolidados, as exportações da área somaram US$ 18,3 milhões. A perspectiva foi confirmada por Carlos Rubens, presidente do Sindicato da Indústria de Mármores Granitos do Estado do Ceará (Simagran-CE), durante a edição de 2019 da Brazil Stone Fair, realizada no Centro de Eventos do Ceará.

"As nossas exportações passaram de R$ 13 milhões, R$ 14 milhões, e já fecharam em R$ 28 milhões em anos passados. E o volume de investimento que vem sendo feito nesse setor, que nos últimos dois anos passaram da faixa de R$ 650 milhões, projetam um crescimento muito forte das nossas exportações aqui no Estado nos próximos três ou quatro anos", disse Rubens.

No entanto, o presidente do Simagran explica que o retorno desse investimento terá um prazo de maturação um pouco mais longo, pois será focado na área de pesquisa e melhoramento de processos, citando as áreas de extração e beneficiamento de rochas, por exemplo. Mas ele assegurou que a perspectiva dos empresários locais é extremamente positiva.

"Esse investimento tem um tempo de maturação porque tem um processo, mas a expectativa é que o setor de rochas nos próximo quatro ou cinco anos esteja exportando US$ 200 milhões por ano, e isso fará com que essa atividade seja a quarta ou quinta mais importante do Estado, e a tendência é crescer sempre mais", afirmou.

Industrialização

Carlos Rubens ainda explicou que parte desse investimento, realizado pelas empresas, será feita no processo de industrialização de processos. Segundo o presidente do Simagran, essa evolução ajudaria a resolver questões de logística dos negócios de rochas ornamentais no Ceará.

"Uma indústria de porte médio necessita de um investimento de R$ 40 milhões a R$ 50 milhões, então, como temos quatro ou cinco empresas muito próximas de chegar a esse patamar, a gente pode considerar que, nos próximos 24 meses, teremos pelo menos R$ 300 milhões investidos em indústrias de rochas aqui no Estado", projetou.

Rubens também comentou sobre a importância da Stone Fair para o mercado de rochas ornamentais. "Essa feira foi criada para amplificar o trabalho que vinha sendo feito pelos empreendedores", disse.

Fonte: Diário do Nordeste

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