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Notícia

 

01/11/2019
Navio-tanque de bandeira grega é principal suspeito de vazamento

A Marinha informou que o principal suspeito do vazamento de óleo que atingiu a costa do Nordeste é um navio-tanque de bandeira grega, que saiu de um terminal de carregamento de petróleo na Venezuela. O navio Bouboulina, da Delta Tankers, passou perto da costa brasileira com destino à África do Sul no período em que ocorreu o derramamento. A autoridade marítima diz que o acompanhamento do Centro Integrado de Segurança Marítima (Cismar) atesta que aquele navio manteve seus sistemas de identificação automática (AIS) alimentados, porém não houve qualquer comunicação à Marinha brasileira sobre o derramamento. A suspeita dos investigadores é que esse acidente ambiental tenha ocorrido entre os dias 28 e 29 de julho.

Em comunicado na manhã desta sexta-feira (1), a autoridade marítima detalhou que a avaliação ocorreu após análise de imagens de satélites e estudos da influência das correntes oceânicas, verificação do tráfego marítimo, além do emprego de geointeligência e a análise química dos resíduos encontrados. De acordo com a Marinha, estudos realizados pelo seu centro de hidrografia (CHM) junto a universidades e instituições de pesquisa possibilitaram a determinação de uma área inicial de possível ocorrência do descarte de óleo e, com dados sobre o tráfego marítimo obtidos pelo Cismar, a Marinha chegou a um número de 1100 embarcações e, posteriormente, 30 navios-tanque.

Segundo a Marinha, o óleo coletado nas praias do litoral nordestino foi submetido a diversas análises em laboratórios que comprovaram ser originário de campos petrolíferos da Venezuela. Essas informações foram complementadas pela verificação de outros parâmetros, como carga, porto de origem, rota de viagem e informações dos armadores. Durante a investigação, também foram avaliados navios que não transmitiam com seus sistemas de localização (AIS), conhecidos como navios "fantasmas". Entretanto, após verificação de imagens satelitais, eles não foram correlacionados a essa ocorrência.

"O ineditismo dessa ocorrência exigiu o estabelecimento de protocolo próprio de investigação, demandando a integração e coordenação de diferentes organizações e setores da sociedade. A Marinha do Brasil, a Polícia Federal e demais colaboradores permanecerão conduzindo a investigação até que todas as questões envolvidas sejam elucidadas", diz o comunicado.

Fonte: Portos e Navios

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