+

Folder
digital

Notícia

 

28/10/2019
Greve dos petroleiros em Minas é prorrogada e postos podem ficar sem combustível a partir de terça

Greve dos petroleiros mineiros continua. O movimento se iniciou no sábado (26) e a projeção da categoria é que haja desabastecimento de combustível em todo o Estado já a partir de terça-feira (29). Vale a menção de que a Federação Única dos Petroleiros (FUP) suspendeu o movimento antes de começar, mas os trabalhadores mantiveram o protesto. Dos 18 sindicatos de petroleiros existentes no Brasil, 13 fazem parte da FUP.

Segundo Anselmo Braga, coordenador do Sindipetro-MG (Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais), para que a greve termine é necessária uma decisão da categoria. “Nesta semana teremos várias assembleias para decidir pela continuidade”, afirmou o líder sindical ao BHAZ.

Os petroleiros reivindicam que não aconteça a venda da refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. “Nós queremos chamar a atenção da população sobre o que está acontecendo. Os trabalhadores estão com condições precárias de trabalho, pois a refinaria não está tendo manutenção e isso faz aumentar o número de acidentes. Não estamos nem pedindo aumento real de salário. Queremos que a venda não aconteça”, destacou.

Anselmo Braga acredita que muitos trabalhadores poderão perder seus empregos com a venda da refinaria, uma vez que o gerente Executivo de Recursos Humanos da Petrobras, Cláudio Costa, teria informado a categoria sobre as demissões. “Ele disse que com a venda alguns serão transferidos e outros demitidos. A nossa greve também é para manter o emprego de muitos”.

A possibilidade de faltar combustível nos postos de todo o estado é real. “O desabastecimento total não é a nossa intenção. Estamos tentando garantir que a refinaria tenha o mínimo de trabalhadores para que não falte [combustível], porém eles estão sendo intransigentes. O risco é real e a partir de terça-feira pode ocorrer o desabastecimento em Minas Gerais e Brasília”, explicou o coordenador do Sindipetro-MG. O sindicato representa todos os trabalhadores da Petrobras em Minas Gerais e, entre ativos e inativos, são três mil.

Na última sexta-feira (25), o presidente do Minaspetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais), órgão que representa os postos de combustível, Carlos Eduardo Mendes, confirmou que há um sinal de alerta para uma nova crise de abastecimento.

“A greve é dos petroleiros e, quanto a isso, não temos o que falar. Mas, se a refinaria parar por mais de três dias, começa afetar o abastecimento dos postos. Não acreditamos que há espaço para isso, diante do cenário de crise que o país vive, não podemos passar por outra crise de combustível”, disse o presidente, também ao BHAZ.

voltar