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Notícia

 

28/10/2019
Terminal paralisa atividades por tempo indeterminado no Porto de Santos

Os Estivadores do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, continuam realizando protestos no sábado (26), na frente da empresa EcoPorto. O terminal afirma que devido as manifestações, resolveu paralisar as operações por 24 horas, ou por tempo indeterminado.

Os trabalhadores iniciaram os protestos nesta sexta-feira (25), quando entraram em um terminal e paralisaram as atividades de um navio atracado no Porto, alegando que a embarcação estava sendo operada sem mão de obra especializada e sem equipamentos de proteção.

Com a extensão destes protestos, a EcoPorto afirmou que o terminal paralisará as operações por 24 horas, ou por tempo indeterminado, pela falta de segurança na região e a impossibilidade de garantir a integridade física dos colaboradores.

O terminal destaca que as contratações para recomposição do quadro de estivadores vinculados foram realizadas de forma estritamente legal, o que inclui a divulgação de editais e o cumprimento das demais exigências. Afirma ainda repudiar qualquer ato de vandalismo e esperar das autoridades locais competentes uma atuação contundente com o objetivo de garantir a retomada das operações.

Estivadores
Em nota, os Estivadores do Porto de Santos relatam que seguem bloqueando as operações, devido a a operação de descarga realizada nesta sexa-feira, que, de acordo com eles, desrespeitou o acordo coletivo de 100% de mão de obra avulsa e sem nenhum tipo de acordo coletivo de vinculados.

Segundo os trabalhadores, o navio está parado a mais de 24 horas sem operação alguma e eles permanecerão na porta, para não permitir que a empresa desrespeite o acordo de 100% de avulso.

Ainda de acordo com o estivadores, não existe nenhum acordo de vínculo entre o Sindicato e as empresas Proporto e EcoPorto, mesmo com várias tentativas da diretoria através de ofícios convocando para uma mesa de negociação. O corpo jurídico do Sindicato dos Estivadores diz já ter entrado com todas as medidas judiciais contra as empresas Proporto e EcoPorto.

Fonte: G1

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