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Notícia

 

16/09/2019
Arco Norte e o novo comércio mundial

Ante o risco de recessão que ameaça os países ricos, o ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas realiza políticas acertadas para garantir a implantação de infraestrutura adequada e geradora da tão necessária oferta de trabalho. Assim, prioriza conclusão de obras que se arrastam há décadas e atrai investimentos, no vácuo dos juros negativos e dos bancos abarrotados de dinheiro.

Essa queda dos PIBs provocada, principalmente, pela guerra tarifária entre EUA e China pode ser uma porta de excelentes oportunidades para os portos do Arco Norte. Pois favorece investimentos em infraestrutura, como alternativa aos juros baixos, e estimula a exportação da produção agrícola, opcional à produção americana. Desafio que exige reverter a nossa baixa produtividade e alçar maior competitividade no custo e tempo, da produção ao consumidor.

Nesta crise, como uma destruição criativa, o capitalismo destrói o velho e cria o novo. Para participar exitosamente desse rearranjo no tabuleiro do mercado internacional, propiciado por dois jogadores gigantes, o produto brasileiro precisa ser reinventado, também. Precisa Incorporar novas tecnologias de produção, de transporte e utilizar logísticas ágeis. Ao mesmo tempo, fomentar desenvolvimento e preservar a natureza. Tudo isso é factível. São políticas de governo.

Para o professor José Pastore, “a estagnação da produtividade brasileira vem de longe e, enquanto não progredimos, outros países avançam...” Entretanto, tratar o fator educação com uma das causas, começa por considerar o recurso humano como capital. Consequentemente, priorizar a produtividade desse capital, por meio de estratégias sem fronteiras, com programas incentivadores da criatividade e da iniciativa.

Como tese desse teorema, pode ser demonstrada uma assertiva de Frederico Bussinger sobre a região do Matopiba (Mato Grosso, Tocantins, Piauí e Bahia), onde – “só com áreas hoje sub/não utilizadas -, mesmo mantida a produtividade atual, o Brasil poderia produzir 60 milhões, ou mais, toneladas/ano de grãos, sem derrubar uma única árvore”. Basta realizar políticas eficazes.

Fonte: Portogente

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