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17/01/2019
Preço do dólar estimula o mercado cearense
O dólar comercial fechou ontem em R$ 3,72. Leve alta de 0,76% em relação à véspera, mas 4% a menos do valor que era comercializado no fim de 2018 (R$ 3,87). A queda começa a estimular setores da economia, como o movimento nas casas de câmbio, agências de viagens e indústrias que dependem de produtos importados. A injeção de ânimo vem depois de um ano de muitas turbulências no câmbio. O vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-CE), Ricardo Eleutério, lembra que o dólar subiu 17% em 2018, chegando a atingir 25%. Para ele, a definição do cenário eleitoral, o desempenho positivo da balança comercial e a entrada de mais investidores estrangeiros têm contribuído para o processo de derretimento do dólar. Levantamento divulgado pela Austin Rating dá conta que a moeda brasileira foi a que mais se valorizou ante o dólar neste começo de 2019. No ranking entre 143 países, depois do Real, aparece o Rublo, da Rússia (3,9%), e o Rand, da África do Sul (3,6%). Para os irmãos Raul e Marcella Mourão, essa baixa vem em boa hora, já que têm viagem marcada para Miami no Carnaval. "A gente vem se programando com certa antecedência e alguns preços, nestas compras online, estão melhores, como seguro viagem e aluguel de carro", afirma Marcella. Raul, no entanto, ainda está esperando que caiam mais os preços do dólar turismo (cotação usada para compra de moedas, emissão de passagens, transações de turismo no exterior e débitos em dólar no cartão de crédito). Ontem pela manhã, enquanto o dólar comercial estava a R$ 3,70, consulta feita pelo O POVO em cinco casas de câmbio de Fortaleza (Sadoc, Fortur, Daycoval, Confidence e La Moneta) mostra que a moeda turismo variava entre R$ 3,88 e R$ 3,94. O analista da Fortur, Fernando da Rocha, explica que a baixa do dólar aliado ao período de férias praticamente dobrou a procura por compra de moedas estrangeiras na casa de câmbio. E apesar de os 4% de redução do dólar ainda não serem suficientes para mexer no valor das tarifas aéreas internacionais, na hora da conversão para real, as passagens acabam mais baratas, explica o gerente do mercado lazer da Casablanca Turismo, Paulo Neto. Não é somente o segmento turístico que está otimista. No de energias renováveis, o câmbio mais favorável gerou queda de 19% nos custos de equipamentos, a maior parte deles importados, nos últimos seis meses. "Um projeto mais barato, aliado à melhora da regulação do setor e o otimismo em relação à economia têm estimulado o aumento da procura", explica o cientista industrial e presidente da Gram-Eollic, Fernando Ximenes. No caso da panificação, a queda do dólar vai ajudar a segurar o preço dos pães ao consumidor, apesar do encarecimento do trigo. "Como a safra internacional foi ruim o insumo deve ficar em torno de 4% mais caro em janeiro. Mas poderia ser muito mais se o dólar tivesse na base dos R$ 4 como foi em 2018", afirmou o presidente do Sindipan, Angelo Nunes. Pecém O Terminal Portuário do Pecém fecha o ano de 2018 com novo recorde de movimentação. De janeiro a dezembro foram movimentadas 17.210.796 toneladas, o que representa um crescimento de 9% em relação a igual período de 2017. A alta nos resultados foi puxada, entre outros fatores, pelo desembarque de cargas conteinerizadas, que cresceram 34%. Fonte: O POVO

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