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11/07/2019
Portos brasileiros organizam fiscalização para combater o tráfico de cocaína

O carregamento ilegal de drogas em navios atracados nos portos brasileiros tornou-se uma preocupante epidemia nos últimos anos. Apesar do crescimento substancial de apreensões de cocaína nos portos do País, acredita-se que uma quantidade ainda maior "dribla" a fiscalização e chega a diversos destinos na Europa. O Porto de Santos, principal do País, é o que mais registrou interceptações em 2019. Já em Paranaguá (PR), megaoperações estão sendo realizadas para combater o tráfico.

Agentes marítimos e embarcadores demonstraram, nas últimas semanas, grande preocupação com o fluxo de drogas embarcadas em navios que acessam os portos brasileiros. O chefe da Unidade Administrativa de Segurança Portuária (UASP) de Paranaguá, major César Kamakawa, diz que o aumento de apreensões foi viabilizado pela tecnologia e pelos equipamentos de scanner, aliados ao trabalho de fiscalização constante de sua equipe e à atuação da Receita Federal. De acordo com ele, as operações conjuntas passaram a acontecer com mais frequência, também com a participação dos operadores portuários. "A intenção é unir as práticas e a inteligência de todas as forças de segurança para mapear as ações criminosas e combater o tráfico de drogas".

Mudanças administrativas adotadas pela administração do Porto de Paranaguá também têm auxiliado na maior segurança das áreas alfandegadas. "Uma nova ordem de serviço, que trata da atuação da Guarda Portuária, orienta as equipes de patrulhamento no cais a efetuarem mais efetivamente a abordagem de veículos e pessoas que acessam a faixa portuária, com verificação do crachá de identificação e demais documentações, além de revistas nos veículos e cabines dos caminhões", destacou o chefe da UASP.

Para o agente da Polícia Federal Alessandro Vivoni, coordenador da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos), os portos do Paraná são estratégicos em vários sentidos para o comércio exterior. "Não é diferente na questão que diz respeito ao tráfico internacional de entorpecentes. O trabalho que estamos desenvolvendo aqui no Porto de Paranaguá é fundamental para coibir esse tipo de crime".

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