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15/01/2019
"100% das cargas são escaneadas", diz gestor
O porto do Pecém se vende como um píer seguro e sem riscos para possíveis tramas ou rotas de quadrilhas de traficantes internacionais. Pelo menos é assim que é apresentado pelo diretor de operações, Waldir Sampaio. "Hoje 100% de nossas cargas de importação e exportação são escaneadas. E aqui no pátio são monitoradas", afirma o gestor do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). Ele explica que este é um diferencial importante. Nem todos os portos no País aplicam o escaneamento compulsório, obrigatório, para todo produto embalado em contêiner a ser despachado ou recebido. O porto de Santos (SP), pelo gigantismo - que soma 17 km só de extensão entre atracamento e pátios -, adota a vistoria por amostragem no Raio X, diante da quantidade de carga movimentada: 129,8 milhões de toneladas em 2017; o recorde era de 2015, com 119,9 milhões de toneladas. Não por acaso, Santos tem o cais preferido no Brasil pelos grupos que enviam cocaína e armas para cartéis da Europa, África, Estados Unidos e Ásia e na navegação de cabotagem (ao longo da costa brasileira). O uso do scanner é feito logo após a pesagem. Os agentes aduaneiros comparam antes as imagens com o produto discriminado na nota fiscal. Checam formatos e densidades que surjam no monitor. "Os agentes da Receita Federal admitem uma diferença de 5% entre o peso declarado e o peso real", informa Sampaio. Os cães farejadores são acionados nas suspeitas ou em denúncias mais específicas e direcionais, como aconteceu no porto do Mucuripe com a cocaína escondida no contêiner refrigerado ou na checagem do sal no pátio do Pecém. Todo contêiner só sai com lacre. A peça é um pino de aço, tem cerca de 10 centímetros e recebe um código único. A informação consta no documento de embarque da mercadoria. O diretor garante que mesmo a violação atrapalha os planos dos traficantes. É preciso um alicate do tipo corta-vergalhão. Nos inquéritos pelo Brasil que investigaram quadrilhas do tráfico pelo mar, os relatórios costumam informar sobre falsificação de lacres, a partir da cooptação de servidores ou fiscais pelos grupos criminosos. Fonte: O Povo

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