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25/04/2019
Economia do Ceará cresce acima da média nacional

A atividade econômica do Ceará registrou alta de 1,3% no trimestre que começa em dezembro do ano passado e termina em fevereiro deste ano, em comparação ao trimestre encerrado em novembro. Os dados divulgados ontem pelo Banco Central mostram que o ritmo de crescimento, apesar de moderado, está acima da média da região Nordeste (0,7%) e um pouco acima do País (1,2%). Expansão da oferta de crédito, melhora das safras e do comércio e a alta da balança comercial ajudam a explicar o cenário. Para os próximos trimestres, as perspectivas permanecem desafiadoras.

Pelo menos é o que conclui o Boletim Regional do Banco Central feito especificamente para a realidade do Ceará. O documento ressalta que alguns fatores podem contar a favor a exemplo da ampliação do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), além da maturação de importantes projetos de geração de energia eólica e o incremento pretendido pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), com perspectivas de investimentos importantes no Estado.

"Esses fatores, associados à melhora da confiança dos agentes econômicos e dos consumidores, em cenário de consolidação gradual do crescimento da economia nacional, delineiam cenário positivo para a economia do Estado", conclui o documento.

De acordo com os dados do BC, o processo de retomada moderado da economia cearense vem sendo observado desde o último trimestre de 2017, com ritmo de expansão mais próximo ao do Brasil do que a média do Nordeste, que dentre as regiões, é a que tem tido mais dificuldade para se recuperar.

Um dos aspectos em que isso é mais visível são nas exportações. Historicamente deficitária, a Balança Comercial do Ceará, no período de janeiro a março deste ano, fechou, pela primeira vez, com saldo positivo de US$ 63,6 milhões. Para se ter uma ideia, em igual período de 2018, o resultado foi de US$ 124,1 milhões. Fruto do aumento das exportações de placas de aço da CSP, mas também do crescimento em 600% das vendas para o Exterior de pás eólicas.

O comércio ampliado, que tem 14,6% de participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará, cresceu 2,8% em fevereiro deste ano, no comparativo de 12 meses. Destaque para vendas de veículos (7%).

"Houve melhora da confiança dos consumidores e isso faz com que a pessoa que está indecisa opte por comprar o veículo. Outro fator é a volta do crédito da pessoa física que aumentou em 2018 e continua neste ano, em especial a modalidade de aquisição de veículos, em linha com a queda de juros e do endividamento das famílias com o setor bancário", afirma o chefe do departamento Econômico do Banco Central (Depec), Túlio Maciel.

A oferta de crédito da pessoa física cresceu 10,7% no Ceará. Na Pessoa Jurídica (PJ), o analista do BC, Afonso Jucá, chama atenção para expansão dos financiamentos em Coreaú, Brejo Santo, e Serra do Pereiro, em virtude da expansão do Cinturão Digital.

As safras de grãos no Ceará foram beneficiadas pelo aumento das chuvas em 2018 e continuam neste ano. Já a indústria, embora tenha registrado crescimento de 30% na metalurgia, o desempenho geral ficou em 0,4% por conta do nível de recuperação mais lento dos setores têxtil e de alimentos.


Previdência

Projeção do Governo Federal prevê economia de R$ 350,66 bilhões para unidades da federação nos próximos 10 anos com a nova Previdência. No Ceará seriam R$ 9,5 bilhões. Sudeste (R$ 134,38 bilhões), Nordeste (R$ 76,24 bilhões); Sul (R$ 53,89 bilhões); Centro-Oeste (R$ 50,47 bilhões) e Norte (R$ 35,68 bilhões).

Fonte: O Povo

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