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Notícia

 

12/04/2019
Visão global | Mais tarifas, menos crescimento

Seja nos Estados Unidos, seja no Brasil, quando um segmento da indústria se vê ameaçado pela concorrência estrangeira, os políticos são pressionados pelas empresas e pelos trabalhadores a proteger seus mercados e a aumentar as tarifas de importação. A medida é cheia de boas intenções, afinal o objetivo é defender os empregos e a economia doméstica. Mas o que se vê é que, no final, os consumidores é que saem prejudicados, porque acabam pagando mais por produtos que são, geralmente, de pior qualidade. Um estudo recente de economistas do Fundo Monetário Internacional e da Universidade da Califórnia em Berkeley dá uma dimensão dos prejuízos econômicos provocados por esse protecionismo.

Analisando os dados de 151 países de 1963 a 2014, os economistas concluíram que o aumento de tarifas de importação diminui o crescimento da economia, faz o país perder produtividade, eleva o desemprego e agrava a desigualdade social. Um exemplo: o aumento de 1 ponto percentual nas tarifas de importação leva a uma redução de 0,4% do PIB em cinco anos, segundo o cálculo dos economistas. No momento em que os Estados Unidos e a China negociam um acordo comercial, não faltam razões econômicas para encerrar a disputa tarifária que marcou a relação entre as potências nos últimos 12 meses. Empresas e consumidores agradeceriam.

Fonte: Exame

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