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12/04/2019
Exportações cearenses têm alta de 10% no 1o trimestre

As exportações cearenses, que seguem em ascensão, bateram um novo recorde. No primeiro trimestre de 2019, O Ceará registrou US$ 537,4 milhões em vendas para o exterior. Esse é o maior volume exportado entre os meses de janeiro e março da História do Ceará e representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2018. Os dados, divulgados, ontem, constam do estudo Ceará em Comex, realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
Outro indicador que confirma o avanço cearense é o aumento da participação do Estado nas exportações do Nordeste, saindo de 8,45% em 2015 para 15,16% em 2019. No entanto, a representatividade do desempenho cearense continua pouco significativa quando comparamos com o Brasil. Segundo o levantamento, o Ceará é responsável por apenas 1,02% de tudo o que o País exporta e ocupa a 14ª posição no ranking dos Estados. A boa notícia é que as exportações do Ceará cresceram, nos três primeiros meses de 2019, bem acima da média nacional que foi de 3,7%. O Estado também cresceu mais do que todos os treze que estão à sua frente na relação.

Destaques
São Gonçalo do Amarante, Sobral e Caucaia formam a trinca dos principais municípios exportadores do Ceará em 2019. O primeiro, responsável por mais da metade de tudo que o Estado exporta, registrou um aumento de 13,7% em relação a 2018, contabilizando US$ 288,1 milhões, e tem como principal produto as placas de aço produzidas na siderúrgica local. Sobral, líder nacional na exportação de calçados, teve um aumento de 15,5% entre 2018 e 2019, chegando à marca de US$ 56,7 milhões.

Já Caucaia, foi a cidade onde houve o maior crescimento no Ceará, saindo de US$ 10,9 milhões no primeiro trimestre de 2018 para US$ 53,1 milhões no primeiro trimestre de 2019. O ranking é complementado por Fortaleza (US$ 39,9 milhões), Maracanaú (US$ 21,4 milhões), Aquiraz (US$ 14,2 milhões) e Uruburetama (US$ 11,9 milhões), essa última mais do que dobrou as vendas ao exterior.

Em relação aos principais segmentos exportados pelo Ceará em 2019, o de ferro e aço mantém a liderança. Os setores de frutas, couros e algodão, tradicionais na pauta exportadora do Estado, exibiram quedas de 25,3%, 21,6% e 2,5% respectivamente. Assim como o segmento de energia eólica, o de pescados tem se mostrado muito importante no comércio exterior do Estado. Os peixes e crustáceos cearenses, liderados pelas lagostas, foram exportados para 31 países no primeiro trimestre de 2019 e contabilizaram US$ 11,9 milhões, valor 132,7% maior do que o do ano passado.

As pás e aerogeradores de energia eólica assumiram a posição de segundo produto mais exportado pelo Ceará, nos três primeiros meses de 2019. Os produtos eólicos ultrapassaram os calçados de borracha e as castanhas de caju e registraram US$ 48,7 milhões exportados. Os calçados mantêm sua importância no ranking, pois dos dez maiores produtos, três são do ramo calçadista. A cera de carnaúba, quinto maior produto na lista, exibiu aumento de 61,4%, totalizando US$ 23,1 milhões. O Ceará tem exportado bastante querosene de aviação em 2019. Esse produto, com um total de US$ 7,3 milhões ocupa a décima posição.

Balanço
No acumulado de janeiro a março de 2019, 121 países foram destinos das exportações cearenses. Estados Unidos (37,07%) e Itália (14,25%) abarcam mais da metade desse total, com US$ 199,2 milhões e US$ 76,6 milhões, respectivamente. O mercado norte-americano justifica sua liderança por ser o principal comprador internacional dos dois maiores produtos exportados pelo Ceará: as placas de aço e as pás eólicas. Além disso, é destino também de calçados, castanha de caju e vários outros produtos, o que torna o país o principal parceiro comercial do Estado.
Já a Itália, ganhou destaque em 2019, por ser um forte comprador dos produtos manufaturados de aço, mas é tradicional destino dos couros e rochas ornamentais cearenses. México, Coréia do Sul e Alemanha completam a lista dos cinco maiores importadores dos produtos fabricados do Ceará, com respectivos US$ 43,9 milhões, US$ 29,1 milhões e US$ 23,6 milhões.

Fonte: O Estado CE

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