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08/04/2019
Boas logísticas para o bem do Brasil

Quando se completa os 100 dias de governo Bolsonaro é possível perceber uma estruturação suficiente para realizar a travessia e completar o mandato sem grandes dificuldades. Nesse período simbólico inspirado no tempo que o imperador Napoleão demorou para retomar o governo da França, aconteceram acomodações no poder central em Brasília, um processo que é chamado no xadrez de desenvolvimento de peças. Essa posição vantajosa na abertura do mandato tem três pilares estratégicos: o próprio presidente, o vice Hamilton Mourão e o ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas.

Suprimir o desemprego é motivo vital para legitimar a vitória nas urnas. A prioridade do País não são as metas apresentadas como panaceia pelo ministro Paulo Guedes. Reverter nossa baixa produtividade, estancar a crescente desigualdade e combater a corrupção são urgências brasileiras.

Produzir pouco e mais caro diminui a competitividade da nossa produção; distribuir menos reduz o poder de compra, debilita a economia, desaquece o desenvolvimento e provoca desemprego. Exemplo disso, entre tantos, é a construção de 4.783 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul ainda não concluída, depois de 30 anos e a corrupção desenfreada e bilionária que faz parte da sua história até há pouco tempo.

Analisemos a baixa produtividade do Brasil comparada ao desempenho da China. Com território 1,1 vezes maior e a população 6,6 vezes maior que a nossa, o desemprego no gigante asiático é de 3,8% contra 12% no nosso país. Como investidores, a multinacional chinesa State Grid Brazil Holding, que controla 18 empresas de transmissão de energia no território brasileiro, apresentou, nas suas Demonstrações Financeiras em dezembro de 2018, um patrimônio líquido desse conglomerado de empresas de R$ 14,577 bilhões. Resultado que também revela o nosso incontestável potencial econômico nacional.

Niccolò Machiavelli ensina-nos que “nada faz estimar tanto um príncipe como os grandes empreendimentos e o dar de si raros exemplos”. Assim se deu com a construção de Brasília, da rodovia Transamazônica, das hidrelétricas Itaipu e Belo Monte e com a transposição do rio São Francisco e a descoberta do pré-sal. O ministro Tarcísio de Freitas pode reeditar essa fama e glória no atual governo, construindo infraestrutura para nossas cadeias logísticas portuárias fluírem com produtividade. Assim, irá criar mercados mais integrados e gerar trabalho para o brasileiro nos índices da China. Portanto, não se pode tolerar o que vem acontecendo no importante Porto de Santos (SP), cuja diretoria causa problemas em várias frentes e traz incerteza a essa iniciativa oportuna e urgente.

Indubitavelmente, a ruptura que provocou o resultado da eleição presidencial foi fruto do ressentimento popular transformado em raiva. A raiz desse desarranjo foi o desemprego. Porém, como argumenta o pai do Capitalismo, Adam Smith, o governo, por sua natureza, é incapaz de dirigir a economia. Por isso, convém ao vice Mourão intensificar a promoção de diálogos politicamente inteligentes com os setores produtivos organizados. É preciso disseminar esperança e promover o alinhamento imperioso ao bom desempenho da equipe governamental nesta quadra de tanto pessimismo em relação à economia mundial.

Por certo, Bolsonaro, mesmo sem ter nascido para ser presidente, como constata, contando com os conselhos do general Heleno, poderá cumprir seu mandato honrando com uma democracia mais forte e sem decepcionar seu eleitorado.

O povo brasileiro quer que o País dê certo. Viva o povo brasileiro!

Fonte: Portogente

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