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Notícia

 

09/11/2021
Greve dos caminhoneiros é encerrada

A greve dos caminhoneiros teve o seu fim decretado pela categoria, nesta segunda-feira, 8, na sede do Sindicato dos Operadores e Trabalhadores Portuários de Santos (sintraport), último foco da manifestação no país.

Até então, a principal conquista obtida pelos motoristas autônomos locais foi um reajuste fixo nos valores dos fretes para viagens realizadas em um raio de 150 quilômetros do Porto de Santos. Já para destinos mais distantes, a correção será de 10%. 

Apesar da baixa adesão, a greve comprometeu parte das operações de transporte do Porto de Santos, o maior do País. As atividades em vários terminais ficaram paralisadas devido a manifestação, com relatos de danos aos veículos que tentavam desempenhar as suas atividades. 

A situação forçou as empresas a evitarem colocar seus veículos em operação, prejudicando o escoamento das mercadorias de exportação. Ao menos 20% dos navios no porto de Santos trabalharam com restrições. 

A nível nacional, a greve não acarretou grandes problemas, principalmente após o Superior Tribunal Federal (STF) suspender decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1) que autorizava o bloqueio de estradas. 

O STF acatou pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que conseguiu todas as 29 liminares, impedindo o bloqueio em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Rondônia, Amazonas, Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba, Piauí e Bahia. 

Além disso, a pessoa jurídica que apoiasse a paralização das estradas, estaria sujeita a multas que poderiam chegar a R$ 1 milhão, o que inibiu ainda mais a adesão.

Iniciada na segunda-feira, 1º de novembro, a greve nacional foi feita em protesto contra a PPI, política de preços praticada pelo Petrobrás desde 2016, e os altos preços dos combustíveis no país.
 
Conforme noticiamos anteriormente, durante todo o mês de outubro o setor ameaçou a greve, caso as reivindicações não fossem atendidas pelo governo federal. 

No dia 22 de outubro, os caminhoneiros chegaram a recusar a proposta feita pelo presidente Jair Bolsonaro de dar um “auxílio-diesel” de R$400 para trabalhadores autônomos da categoria.

Vale ressaltar que a greve não foi apoiada pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que alega que a pauta geral é muito extensa, desviando do que precisa ser resolvido imediatamente que é a redução do preço do diesel.

Desde o primeiro semestre, os grupos de caminhoneiros autônomos têm ajustado novas paralisações em busca de propostas mais sólidas e que tragam efeitos práticos para os motoristas. Uma delas seria aprovação de um programa que renova a frota de caminhões, bem como do projeto que altera a cobrança de ICMS dos combustíveis pela Câmara. 

O preço do combustível subiu 37,25% em agosto na comparação com o mesmo período do ano passado.
Vale relembrar que a última grande paralisação de caminhoneiros aconteceu em 2018 e durou 10 dias, alcançando 24 estados. 

Na ocasião, a greve permaneceu mesmo com o anúncio de redução de 10% do preço do óleo diesel nas refinarias por 15 dias e o congelamento dos preços durante esse período.

O impacto da paralisação gerou interrupção de produção em fábricas, falta de combustíveis e disparada de preços em postos de gasolina, cancelamento de aulas e prateleiras vazias em supermercados.
 

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