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09/03/2021
Ampliação do Porto de Fortaleza prevê investimentos de R$ 120 milhões

O Porto de Fortaleza poderá receber investimentos da ordem de R$ 119,9 milhões para a ampliação do terminal destinado à movimentação e armazenagem de granel líquido combustível, especialmente nafta. Denominada MUC59, a área de 25,6 mil metros quadrados abriga, hoje, linhas ferroviárias, localizadas em frente à Lubnor.

Segundo estudo apresentado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), o investimento aumentará a capacidade de armazenagem de combustíveis do porto, dando maior segurança de abastecimento de combustíveis no Estado, melhorando a produtividade do complexo portuário.

As informações foram divulgadas pela EPL, na tarde desta segunda-feira (8), durante audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para tratar do arrendamento da área.

Parque de tancagem
Além da remoção e realocação da linha férrea existente, o investimento prevê a construção de duas novas linhas de dutos e de oito tanques com capacidade para 51,3 mil metros cúbicos de combustíveis.

Sobre eventuais conflitos com o plano do Governo do Estado de remover o parque de tancagem hoje existente em áreas adjacentes ao Porto de Fortaleza para o Complexo do Pecém, Mayara Chaves, diretora-presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), disse que diante da atual demanda do Estado por combustíveis, os empreendimentos serão complementares.

Segundo Mayara, hoje, o Estado tem capacidade para armazenar apenas cerca de 60% do seu consumo. “O Estado precisa das duas tancagens, tanto em Fortaleza como a prevista para o Pecém. A gente importa muito combustível. Então, entendemos que os dois projetos são complementares”, disse Mayara durante a audiência.

O arrendamento tem como objetivo aproveitar áreas ociosas do Porto para aumentar sua produtividade. “O porte de operação do Porto de Fortaleza é significativo, mas a produtividade é baixa, inclusive se comparado com portos semelhantes que movimentam menos cargas por ano”, disse Leonardo Takei Kawata, assessor técnico da EPL.

A licitação do terminal prevê o prazo contratual de 15 anos, com 3 anos pré-operacionais. A expectativa é de que o investimento eleve a capacidade operacional do terminal (MUC59) para 740 mil toneladas por ano a partir de 2025.

Fonte: FOCUS

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