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23/02/2021
Newsletter | Harvesting delays pressures brazilian logistics

Earlier this year, Brazil, the world's largest soybean producer, has experienced a drastic reduction in the volume of its exports compared to last year.
 

In February, 55 thousand tons of soy were shipped per day, against 268 thousand in the same month of the previous year.

The comparison is even worse than the total figures for January: 49.5 thousand tons of soybeans in January 2021, against 1.397 million tons in January 2020. A reduction of approx. 86%, according to  AgRural.

This drop in export has placed great pressure on Brazilian soybean premiums.

Among the causes, the climate is predominant: droughts in September and October in Mato Grosso and Paraná, the main producing states, caused delays in planting; while rains have suspended the harvest at the beginning of the year, with machinery in the fields advancing with difficulties.

Also, rains limits loading operations at Brazilian ports prompting difficulties in trucks unloading/delivering the cargo.

This week, the heavy traffic and congestion on the transport routes of one of the principal corridors (Br-163) of the Northern Arc have attracted a lot of attention, and there are already impacts on the entire grain flow route, with long lines of trucks.

On the river terminal's access route in Miritituba / PA, traffic has been interrupted for at least a week on an unpaved stretch that gives access to the terminal, extending congestion to BR-230.

Traffic jam reaches 30 kilometres, with the city of Itaituba (southeastern Pará) reporting congestion of 5,000 trucks loaded with soy.

The most recent forecasts by the National Institute of Meteorology (Inmet) and the Atmospheric and Oceanic Administration (NOAA) indicate that rain will continue in Mato Grosso / Goiás MATOPIBA for the next days, putting pressure on logistics.

Besides, if the weather conditions return to normal, there may be a concentration of harvest from several states in the same period, thus increasing the demand for transport.  Currently, there are already some regions suffering from the lack of trucks to transport soybeans.

Many ships chartered to load in January ended up having their shipment delayed and postponed to February, which increased pressure and congestion at Brazilian ports and raised even more concerns about Demurrage claims.

According to the National Association of Cereal Exporters (ANEC), on the last 18th, there were 137 ships at anchor waiting for berth to load soybeans, while another 98 vessels are already in line-up scheduled to arrive in Brazilian ports.

The lineup from Brazil exceeds 16 million tons, resulting in pressure on sea freight and road freight, with records of trucks' scarcity in various regions.

Such delays are threatening to delay further shipments to China. In fact, part of China's buyers is buying soy from the United States, where the export window is stretching longer than normal in 2021.

The forecast is that the situation will normalize only in March.

Players involved in agribusiness logistics and vessel calling at Brazilian Ports should be aware of port congestion and berthing delays with potential for demurrage claims.

The situation demands attention regarding the quality of soybeans and the increase/excess of cargo moisture, which may result in potential claims and litigation.

Our team is following the situation closely and is available for questions via email at shipping@promare.adv.br

Sources: G1, Valor Econômico, Canal Rural, Datamar, Revista Globo Rural.

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Problemas na colheita prejudicam exportação de soja no Brasil


No começo deste ano, o Brasil, maior produtor mundial de soja, tem amargado drástica redução no volume de suas exportações, em comparação com o ano passado.

Neste mês de fevereiro, em média 55 mil toneladas de soja têm sido embarcadas por dia, contra 268 mil no mesmo mês do ano anterior.

A comparação é ainda pior relativamente aos números totais de janeiro: 49,5 mil toneladas de soja em janeiro de 2021, contra 1,397 milhão de toneladas em janeiro de 2020. Os dados são da AgRural.

Essa queda nas exportações tem acarretado enorme pressão nos prêmios da soja brasileira.

Dentre as causas, o clima é preponderante: secas em setembro e outubro no Mato Grosso e no Paraná provocaram atrasos na semeadura; chuvas tem prejudicado a colheita neste começo de ano, com máquinas nas lavouras avançando com dificuldades.

Além disso, as chuvas limitam as operações de embarque nos portos brasileiros, o que causa também dificuldades na descarga realizada pelos caminhões.

Nesta semana, tem chamado bastante atenção o trânsito intenso e os congestionamentos nas vias transportarias que dão acesso aos portos do Arco Norte, já havendo impactos em toda a rota de escoamento de grãos, com longas filas de caminhões.

No acesso ao terminal fluvial em Miritituba/PA, o tráfego está interrompido há pelo menos uma semana em um trecho sem asfalto que dá acesso ao terminal, estendendo o congestionamento até a BR-230.

O congestionamento chega a 30 quilômetros, tendo a prefeitura de Itaituba (sudeste do Pará) informado 5.000 carretas carregadas com soja congestionados.

As previsões mais recentes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Administração Atmosférica e Oceânica (NOAA) indicam que a chuva não deve dar trégua no Mato Grosso/Goiás e no MATOPIBA, pressionando a logística.

Além disso, caso as condições climáticas se normalizem, pode ocorrer uma concentração de colheita de diversos estados em um mesmo período, aumentando, assim, a demanda por transportes. Consequentemente haverá ainda mais problemas de logística.

Muitos navios que foram contratados para carregar em janeiro acabaram tendo o embarque atrasado e postergado para fevereiro, o que aumentou a pressão nos portos brasileiros, gerando ainda mais preocupações com claims de Demurrage.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), no último dia 18 existiam 137 navios fundeados aguardando para o embarque de soja, enquanto outros 98 navios estão já em line-up programados para chegar Portos brasileiros.

O line-up do Brasil passa de 16 milhões de toneladas, resultando em pressão sobre o frete marítimo e também sobre o frete rodoviário, com registros de falta de caminhões em diversos pontos do país.

Tais atrasos estão ameaçando adiar ainda mais os embarques para a China. Inclusive, parte dos compradores liderados pela China acabaram por procurar o produto nos Estados Unidos, onde a janela de exportação está se alongando por mais tempo do que o normal em 2021.

A previsão é a de que a situação se normalizará apenas em março.

Os players envolvidos com a logística do agronegócio devem ficar atentos ao congestionamento portuário e aos atrasos na atracação, que podem resultar em claims de demurrage.

Além disso, a possível redução da qualidade da soja pelo aumento de umidade da carga traz enorme potencial de litígios.

Nossa equipe está acompanhando a situação de perto e está à disposição para dúvidas através do email shipping@promare.adv.br

Fonte: G1, Valor Econômico, Canal Rural, Datamar, Revista Globo Rural.

Foto: Giovane Rocha / Rally da Safra

Leia mais em: https://www.comprerural.com/brasil-passa-a-controlar-mais-de-50-da-exportacao-de-soja/

Foto: Giovane Rocha / Rally da Safra

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