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18/03/2019
A atual guerra comercial é “preocupante”, diz diretor-geral da OMC
A chegada de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos com o slogan nacionalista “America First” trouxe severas transformações no cenário do comércio internacional. A mais notável, claro, é a guerra comercial dos americanos contra os produtos chineses. No início do mês, os Estados Unidos obtiveram uma grande vitória na Organização Mundial do Comércio (OMC). Desta vez, foi na agricultura. A OMC deu razão a uma reclamação dos americanos a respeito do tamanho dos subsídios da China aos seus produtores rurais. De fato, os chineses estão colocando a mão no bolso para ajudar a agricultura do país. Em 2017, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a China forneceu 204 bilhões de dólares em estímulos ao setor – mais que o dobro do que a União Europeia, que soma 28 países. Esse clima belicoso, no entanto, não está ajudando a economia global e está dando trabalho para o Roberto Azevêdo, diretor-geral da OMC. “A situação atual é preocupante. Em vez de aumentar as tensões, precisamos encontrar maneiras de resolvê-las de forma construtiva”, afirma ele. O Fundo Monetário Internacional, por exemplo, já rebaixou o crescimento da economia global neste ano para 3,7%, dois décimos a menos do que a última leitura. Azevêdo fala a EXAME sobre o que pode ser feito para que sejam evitados os piores cenários. Como a OMC enxerga o atual momento de instabilidades comerciais? A situação atual é preocupante. O nosso indicador publicado em fevereiro mostra que o crescimento do comércio desacelerou no primeiro trimestre de 2019. Essa é a leitura mais fraca desde 2010. Isso dá uma ideia dos riscos reais das atuais tensões comerciais. Outro aspecto importante é até que ponto isso afetará o ambiente de investimento. Se as decisões de gastos forem postergadas, devido às incertezas causadas pelo ambiente de instabilidade, o impacto poderá ser ainda maior. Devemos evitar esse cenário. Fonte: Exame

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