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Notícia

 

05/11/2020
Portos para resgatar a economia do Brasil

Um país da dimensão e de tantas oportunidades como o Brasil, mesmo em crises política e econômica, conta com uma estrutura de governabilidade sólida. Por isso, é atrativo para investimentos. E tem enorme potencial de crescimento. Neste cenário, está em processo prioritário de desestatização os portos de Vitória, no Espírito Santo, Itajaí, em Santa Catarina, e um dos mais importantes ativos nacionais, o Porto de Santos, no litoral paulista. Numa conjuntura de custo de oportunidade baixo para esses portos.

O ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas realiza uma gestão com excelentes resultantes. Todavia, a privatização do porto de Vitória, apresentada como paradigma, é um fracasso anunciado, com custo alto para a nação. Assim sendo, aumenta a apreensão em relação à desestatização do Porto de Santos, de complexidade muito maior. Sem, contudo, desacreditar a possibilidade de sucesso.

Sem portos eficientes, será impossível reverter a situação econômica dramática do Brasil. É sobejamente conhecido que a estrutura portuária é estratégica para o desenvolvimento de toda a sua zona de influência, através da integração da produção nacional às cadeias de abastecimento internacionais do mundo. Urge, assim, que se implante o porto do futuro, com tecnologia, para ter velocidade, eficiência e confiabilidade dos fluxos de transporte.

Esse porto do futuro tem que ter administração descentralizada, autonomia no planejamento, regulação e fiscalização da atividade portuária. Inclusive o poder de negociar áreas e valores a serem pagos para atrair cargas e serviços. Caso contrário, sem aptidão para inovar, continuará atrelado a um passado encalacrado.

Fonte: Portogente

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