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28/02/2019
Novo presidente quer estatal que administra o Porto de Santos 'protegida contra corrupção'
Tornar o Porto de Santos, no litoral de São Paulo, o melhor da América Latina e protegido contra a corrupção. Esses são dois dos principais objetivos do novo diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Casemiro Tércio Carvalho, que assumiu o cargo na segunda-feira (25).

Em entrevista ao G1, o engenheiro naval e economista afirmou que, para chegar a tal patamar, será preciso agir de forma estratégica. A começar pelo olhar para dentro da empresa, investindo na melhoria do ambiente de trabalho. Segundo ele, o modelo atual abre brecha para a criação de uma cultura departamental. "É preciso unificação de espaços de trabalho. Hoje a estrutura é muito fatiada", diz.

Para Carvalho, ser o melhor significa ser um porto eficiente, referência em gestão ambiental e de pessoas, com os menores índices de acidente e avarias de carga.

"A gente quer que a população santista tenha orgulho de ter não só o maior como o melhor porto da América Latina. Será preciso criar normas e regramentos internos que têm como objetivo dar mais transparência à gestão da autoridade portuária e criar um ambiente protegido contra corrupção e qualquer coisa que seja um desvio de ética, de moral".

Na visão de Carvalho, é preciso pensar não apenas na resolução de problemas a curto prazo. "A gente precisa pensar no Porto de Santos daqui a 10, 20 anos, não só nos próximos quatro", afirma.

Para o diretor-presidente da Codesp, a estatal precisa desempenhar sua função de autoridade portuária — Foto: Sérgio Coelho/Arquivo Pessoal Para o diretor-presidente da Codesp, a estatal precisa desempenhar sua função de autoridade portuária — Foto: Sérgio Coelho/Arquivo Pessoal

Para o diretor-presidente da Codesp, a estatal precisa desempenhar sua função de autoridade portuária — Foto: Sérgio Coelho/Arquivo Pessoal

Uma de suas propostas é aumentar a participação da iniciativa privada por meio de concessões, como no caso de serviços como fornecimento de água e energia elétrica, além do próprio acesso rodoviário. Ao contrário da privatização, a concessão se refere a um modelo em que o setor privado assume um serviço público por tempo determinado e recebe retorno através da cobrança de tarifa aos usuários.

Segundo Carvalho, a ideia central é que a Codesp possa desempenhar a função de autoridade portuária. "Hoje você tem várias autoridades no ambiente portuário e a que menos tem autoridade é a Codesp. Quando você foca na sua atividade fim, que é ser autoridade, você deixa de gastar energia cuidando de coisas que não deveriam ser de competência da autoridade portuária".

Para o diretor-presidente, a privatização da Codesp está fora de questão. "Imagine se a gente privatiza a autoridade portuária e um grupo econômico que tem um terminal dentro do estuário ganha esse controle acionário da empresa. Vai ter um desvio na origem. Porque essa empresa vai gerenciar contratos com o concorrente dele. Então, na essência, isso é um assunto que está enterrado", garante.

Usina Itatinga

Outra questão que está na pauta de Carvalho é o déficit da Usina Itatinga, responsável por fornecer a maior parte de energia elétrica ao Porto de Santos. Ele afirma que teve acesso a relatórios que mostram que a usina não consegue se recuperar financeiramente com a venda de energia.

Fonte: G1

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