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27/02/2019
O embarque das cargas
Para aproveitar o potencial máximo do mercado de cargas na aviação, que impacta na balança comercial do Ceará, é necessário que haja uma interligação de modais. A exportação e importação de produtos precisam contar também com uma logística interna bem resolvida. Em 2018, passaram pelo Aeroporto Internacional Pinto Martins, gerido pela concessionária alemã Fraport, 620 toneladas de cargas, em média, por mês.

Principalmente os transportes navais e ferroviários devem se somar à nova realidade aérea, já que as estradas já concentram boa parte do trânsito de cargas. Mas ainda há impasses, como a não resolvida Transnordestina, obra iniciada em 2006, que está parada devido a entraves financeiros.

Por outro lado, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) se desenvolve em parceria com a Port of Rotterdam, administradora do Porto de Roterdã. Assim, as mercadorias deslocadas pelos céus contam com o crescimento via mar no Ceará. Hoje com 17 milhões de toneladas de cargas movimentadas por ano, a expectativa para o Porto é chegar a 45 milhões de toneladas até 2030.

Se essa visão se concretizar, a projeção é de avanços para diversos setores da economia cearense, conforme Maia Júnior, secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), com base no plano de longo prazo Ceará 2050. "Buscamos animar a economia atraindo investimentos para plataformas de tecnologia, inovação, conteúdo, telecomunicações, indústrias de base. Hoje, há condições favoráveis para a gente avançar e queremos que o empresariado encontre ambiente adequado para fazer negócio. Inclusive, a exportação. O investimento público atrai o privado", disse.

Os setores têxtil, calçadista, varejista, agropecuário e a indústria do trigo são os mais beneficiados. "Estamos desenvolvendo políticas para atrair investimentos de rede e fazer do Ceará um portal para ancorar avanços, integrando com as rotas internacionais. Vamos fortalecer a agricultura familiar, o mercado do camarão e lagosta e estimular novas economias, como nas áreas da saúde, turismo e economia criativa. É o que vai gerar riquezas", complementou.

Fonte: O Povo

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