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12/02/2019
Ceará tem superávit de US$ 32,5 milhões
O resultado da balança comercial cearense em janeiro foi o melhor em 10 anos. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, comparado a igual mês de 2018, houve alta de 32,2% no saldo de exportações, que alcançaram valor superavitário de US$ 32,5 milhões. Foram US$ 238,6 milhões em vendas para o Exterior e US$ 206,1 milhões em importações.

O levantamento do estudo Ceará em Comex (Comércio Exterior) do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) aponta salto nas exportações desde 2015, quando foram vendidos US$ 99,5 milhões. Em cinco anos, alta de 139,7%.

"Em uma série histórica de dez anos, o mês de janeiro foi o melhor já oficialmente registrado nas exportações do Ceará. Nos anos anteriores acumulamos grande déficit", disse a gerente do CIN, Karina Frota.

Também é possível notar maior participação do Ceará em exportações na balança comercial do Nordeste e do Brasil. Foram 16,75% e 1,3%, respectivamente. Dos 15 estados do País que mais exportaram, o Ceará foi o terceiro que mais cresceu em dois anos.

O Estado exporta para mais de 100 países, mas nosso principal parceiro comercial ainda é os Estados Unidos, que representaram 39% do resultado.

O segmento que puxa o crescimento das vendas é o de siderurgia. "A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) mudou de forma expressiva a economia do Estado", diz Karina.

Destaque vai também para o setor de pescados, que cresceu com grande participação nas exportações de lagosta e a recuperação do setor de calçados, com o melhor resultado em seis anos.

Karina destaca a participação econômica de pás e geradores eólicos, produtos novos na pauta de exportação do Ceará. "Os Estados Unidos estão renovando seus parques de energia eólica, resultando num crescimento econômico extremamente expressivo". Em processo de recuperação, o setor de couros e peles teve US$ 4.888.217 em vendas, saltou 9,2% ante janeiro de 2018.

Apesar de resultado histórico, a especialista considera uma exceção, mas indica pontos a serem desenvolvidos para melhores números no futuro do Ceará. "Base industrial organizada e a indústria mais competitiva. Precisamos de um parque industrial renovado e isto está relacionado à importação de máquinas e tecnologia de ponta".

Fonrte: O Povo Online

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