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Notícia

 

19/03/2020
Estiva cancela greve no Porto de Santos

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, interveio e pediu, na manhã de quarta-feira (18), a colaboração do Sindicato dos Estivadores de Santos e Região (Sindestiva) para a manutenção das atividades no Porto de Santos. A categoria ameaçava uma paralisação por conta dos riscos de contaminação pelo novo coronavírus no cais santista. Em assembleia, os trabalhadores decidiram suspender o movimento e reavaliar a questão nesta quinta-feira (19).

A possibilidade de paralisação dos estivadores do Porto, que temem a proliferação da pandemia, virou motivo de preocupação na capital federal. Temendo impactos, Freitas ligou pessoalmente para o presidente do Sindestiva, Rodnei Oliveira da Silva, na manhã de quarta.

O ministro afirmou que vai propor medidas de proteção financeira e de saúde para os trabalhadores do Porto, o que será discutido junto ao Ministério da Economia, segundo Freitas.

"Estou pensando em um pacote para todos os trabalhadores do transporte, para o caminhoneiro, o estivador, para que a gente proteja o avulso. Para, se ficar doente, ele tenha a liberação do FGTS dele para ficar em casa. Vocês vão ter apoio integral do Ministério, mas não dá para falar em paralisação neste momento. Tem que tentar a razoabilidade também”, destacou o ministro.

O ministro pediu “razoabilidade” e calma aos estivadores e destacou que, se o Porto de Santos parar, outros complexos portuários do País deverão seguir a tendência.

“A nossa parcela de contribuição a gente vai dar, mas tem que ter razoabilidade do lado de vocês. A gente não tem como aumentar o nível de pânico agora. É importante o Porto funcionar. Pelo Porto, entram gêneros, saem gêneros, entram divisas, saem divisas”, afirmou o ministro.

Decisão adiada

Em assembleia à tarde, os estivadores decidiram não parar atividades nesta quinta. O presidente do Sindestiva enfatizou ao ministro a preocupação com os riscos de afastamento de avulsos do trabalho, em caso de contaminação pelo coronavírus. O temor gira em torno de perdas salariais, caso os estivadores tenham de se ausentar de suas funções.

Fonte: A Tribuna

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