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Notícia

 

17/03/2020
Debate sobre portos sem coronavírus

O porto do comércio internacional é fator de otimização da competitividade e da oportunidade no mercado ao redor do mundo. O produto nacional movimentado nos portos brasileiros não está livre dessas pressões

Acertadamente, por causa da epidemia da covid-19, foi cancelada a discussão da concessão das Companhias Docas, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), nos dias 18 e 19 próximos, para a qual estava prevista a abertura do secretário Nacional de Portos, Diogo Piloni. Esse debate é muito esperado e necessário, para esclarecer o propósito obscuro do governo para privatizar os portos brasileiros. No Portogente não entra coronavírus e esse debate está acontecendo no WebSummit Nova Abertura dos Portos.

De forma moderna e inovadora, convém ao Ministério de Infraestrutura utilizar o Portogente, o líder mundial de audiência entre seus concorrentes, para fortalecer a sua posição na reforma portuária. Com as próximas eleições municipais e a campanha presidencial aquecendo-se a partir de 2021, o ambiente futuro terá forte organização partidária. A última reforma portuária, capitaneada pelo ex-deputado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mostrou que o afogadilho não produz a solução que o setor almeja.

Portanto, e já dito com frequência, essa reforma é urgente. Mas, sem sombra de dúvida, não será a tão anunciada privatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) o paradigma que poderá ser adotado para os demais portos nacionais, em especial, o Porto de Santos. Por ser insuficiente para harmonizar aspectos físicos, comerciais, sociais e estratégicos, objetivando a produtividade e a sustentabilidade, levando em conta toda a abrangência de cada porto. De forma que, através de aspectos institucionais e marcos jurídicos, possibilite soluções comunitárias regionais reformarem seus respectivos portos.

A premência do tempo, que as novas tecnologias nos impõem, demanda o imprescindível debate das propostas de gestão dos tão ineficientes portos do Brasil. Sob pena de se perder mais uma década de oportunidades de crescimento, é necessário buscar o entendimento que seja capaz de fornecer uma direção e meios de inovar o cenário portuário atual sem rumo. Missão impossível de ser cumprida através de um planejamento invertido, em que se parte da privatização como meio para definir um fim.

Sobeja competência nacional, porém minimamente utilizada, para promover a inadiável reforma portuária. Começando pela análise e a explicação claras do fim e dos meios. Pois a decisão final será tomada no Congresso Nacional. Em uma conjuntura política tensa para tratar de questão que impacta setores de múltiplos e complexos papéis essenciais. Como é a atividade portuária, o pulmão da economia no sentido amplo: na produção de bens com valor, distribuídos entre indivíduos. Esse debate acontece no Portogente.

Fonte: Portogente

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