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10/02/2020
Construção de uma proposta objetiva para os portos

Os portos brasileiros se não mudarem serão uma carga para o País e o produto nacional vai perder competitividade no comércio internacional. Se mudarem, libertarão um potencial enorme para o crescimento das regiões do Brasil.

Por mais indubitável que possa transparecer e atender aos interesses mais poderosos, a reforma do sistema portuário brasileiro requer muito além do que possibilita a fórmula econômica. A especificidade desta solução, na conjuntura dos portos, trará novos problemas, talvez piores do que as perdas que, lamentavelmente, assiste-se hoje. O fato de o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, ter conhecido, em 29 de janeiro último, o Porto de Santos, pode e convém ser interpretado como o início de uma proposta objetiva para inovar os portos brasileiros.

Engenheiro formado por uma das escolas de elite da área, uma das características profissionais do ministro é a visão sistêmica. Isto implica, principalmente, encarar a realidade física, social e econômica como um conjunto complexo; atuando de forma integrada e interdependente. Assim, conhece bem os aspectos técnicos ligados ao projeto, à construção e à operação de um porto. Ao mesmo tempo, essa visão não isola o porto do contexto regional e nacional; do seu papel logístico e comercial, bem como do social e fomentador do desenvolvimento.

Por isso, oportuna a entrevista do presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), Sérgio Aquino, que afirmou: o Banco Mundial não recomenda administração privada nos portos. Uma posição coincidente com a do universo portuário mundial. Ou seja, de quem entende de porto. E o Brasil não pode mais perder oportunidades de desenvolvimento por falta de coragem ou visão dos seus líderes.

Da mesma forma, importante indagação ao Ministério da Infraestrura sobre “como está sendo abalizada a escolha do modelo "landlord port”, tendo como resposta: "O Ministério da Infraestrutura reconhece os méritos do modelo Landlord como melhor prática internacional...”. Hoje, por causa da velocidade promovida pela tecnologia blockchain na logística e no transporte do comércio internacional, a mudança dos portos tem pressa e não pode esperar. Sob risco de se perder a chance de crescer de forma sustentável. Daí o acerto do consenso para fortalecer a eficácia.

Por não saber fazer de outro jeito, o oficial do exército e ministro Tarcísio vai dar celeridade à reforma portuária, como fez até agora, e em pouco tempo, com a infraestrutura dos demais modais de transporte. O sucesso que todos desejam vai depender também da participação ampla e cooperativa de todas as comunidades portuárias do Brasil. Trata-se da construção de portos de maior produtividade e mais oportunidades para todos.

Fonte: Portogente

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